Imagens da Antiguidade Clássica - IAC/USP - PROAERA/UFRJ

Estudos e Pesquisas em retórica e poética da imagem verbal e não-verbal

associado ao Laboratório de Tradução de Textos e Imagens da USP - LaTTim

grupo de estudo credenciado pela Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos - SBEC

 


lançamento

Augustan Poetry. New Trends and Revaluations

Edited by Paulo Martins, Alexandre P. Hasegawa and João Angelo Oliva Neto

Augustan PoetryAugustan Poetry

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São Paulo, FFLCH-USP / HUMANITAS / SBEC

Apoio: CAPES

ISBN: 978-85-7506-371-2

DOI: www.doi.org/10.24277/978-85-7506-371-2 

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novos rumos

Quando o Proaera conheceu o IAC, houve um encantamento recíproco. 

Os nomes dos grupos, antigos conhecidos mútuos, não deixavam entrever tanta afinidade. As afinidades levaram ao convívio, e o convívio levou à descoberta de que nos movia o mesmo motor: a necessidade de preencher o vácuo da busca de uma erudição com uma reflexão profunda sobre o passado, seu uso e sua construção. 

Ambos, IAC e Proaera, foram levados pela correnteza da obviedade ao mesmo destino: o estudo da teoria e da epistemologia da história, porque ali havia uma discussão pulsante sobre o ponto que nos interessava: a temporalidade, em oposição à atemporalidade, que há muito domina o horizonte dos Estudos Clássicos.

Os caminhos eram os mesmos, mas havia uma diferença: O IAC apresentava um recorte de objeto, ainda que não fosse esse recorte limitador. Esse recorte o relacionava aos aspectos que diziam direta ou indiretamente à visão. Mas visão implica imagem, e novamente vemos o IAC entrelaçado ao Proaera.

O Proaera, por sua vez, nascido em 2006, foi levado a ampliar seus interesses em objetos diversos, em que estivessem presentes a Antiguidade Clássica. A preocupação com a temporalidade, e mais precisamente, com a tensão entre tempos e temporalidades que envolvam a Antiguidade Clássica são a tônica do Proaera, e já não havia mais nenhuma razão nem epistemológica nem institucional que justificassem que o IAC não fosse mais uma grupo parceiro e amigo, mas uma parte fundamental do próprio Proaera.

Só havia a ganhar; quer pelas trocas de informações e reflexoes que já eram assíduas, quer pela representatividade institucional.

Assim, num dia feliz, o Professor Paulo Martins sugeriu que o IAC se tornasse parte do Proaera. Não houve, contudo, nenhuma surpresa. Aliás, nada mais esperado, e não só pelas razões que expus acima, como também pela índole séria e generosa do Coordenador do IAC.

Assim, hoje temos o IAC como a Linha de Pesquisa mais vigorosa e frutífera do Proaera.

prof. dr. henrique fortuna cairus

objetivos

A principal preocupação do grupo estudos é a visão que temos sobre a Antiguidade Clássica. Nesse sentido, as pesquisas realizadas operam a princípio dois vetores:  a observação e análise das imagens não-verbais e verbais pelo que as artes plásticas e pictóricas são essenciais, bem como os mecanismos poéticos e retóricos que produzem visualização, entre os quais a écfrase e a phantasía. O grupo também têm atenção na tradução e na análise de textos antigos greco-latinos que versem acerca da produção imagética ou que operem representações imagéticas na Antiguidade Clássica, de sorte que, de um lado, autores como Plínio, o velho, os dois Filóstrato(s), Calístrato, Luciano de Samósata e Pausânias nos são relevantes e, de outro lado, autores como Catulo, Propércio, Virgílio, Horácio e Ovídio são centrais. Por outro lado, entendendo que qualquer texto traz consigo visões, o grupo trabalha também com questões específicas observadas nesses textos. Outro aspecto observado nesse grupo é a confinidade das artes ou das téchnai no mundo antigo, isto é, em quais aspectos podemos associar o modus operandi de uma e de outra arte. 
O trabalho do grupo é dessa maneira interdisciplinar, pois que congrega preocupações que podem e devem ser observadas não só no âmbito das Letras Clássicas, como também, no âmbito da Arqueologia, da História Antiga, da Filosofia da Arte, da Estética, da Semiótica e da Iconologia.

história

Esse grupo tem seu início em 1998, quando foi inciada a pesquisa de Doutorado de Paulo Martins cujo título é Imagem e Poder: Considerações sobre a representação de Otávio Augusto (44 a.C. - 14 d.C.). Esse trabalho ocupava-se das relações entre imagem e poder, na Roma de Augusto. Não apenas as observando pontualmente, mas, antes, numa perspectiva histórico-literária. Associar o advento e a perpetuação do poder público, no principado em Roma, com o acúmulo visual e o literário das imagens do fundador desse novo sistema político, Augusto, era, portanto, fulcro central do trabalho.

O segundo passo para a consolidação desse projeto foi o credenciamento da disciplina de pós-graduação: Lendo Imagens: a representação Pública Romana na Republica e no Império (FLC5967) que foi oferecida pelo PPG em Letras Clássicas pela primeira vez em 2006 e pela segunda vez em 2008.

Esse curso, que não está mais credenciado no PPG, visava a considerar as práticas imagéticas e textuais como representações de personagens da história romana (pública e privada) nos séculos I a.C. e I d.C. . Para tanto, partia da constituição de procedimentos retóricos e poéticos para o discurso verbal e da preceptiva pictórica e escultórica em Roma para delimitação do discurso não-verbal, além das possibilidades de homologias doutrinárias entre as artes. Dada a escassez dessas, também se resgata certa forma mentis romana a partir da consideração de um vocabulário imagético, que, como consuetudo e ius, delimita a recepção apta para esse tipo de linguagem; e daí­ explora-se o efeito produzido por essas representações, isto é, a recuperação das afeções da recepção e as finalidades dessas linguagens dentro do poder público e privado constituído no período.

repercussões